Cidades Inteligentes: Conheça este Conceito

Saiba o que torna uma cidade inteligente e descubra exemplos no Brasil e no mundo

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O que são cidades inteligentes?

Cidades Inteligentes ou Smart Cities são as cidades que utilizam a tecnologia de modo estratégico para otimizar o uso de recursos para servir melhor seus cidadãos.

Isso vale para a infraestrutura, a mobilidade urbana e as soluções sustentáveis que melhoram a qualidade de vida dos moradores.

Essas soluções abrangem setores como planejamento urbano, habitação social, energia, coleta de lixo, controle da poluição do ar, entre outros.

O conceito de cidades inteligentes não é novo, surgiu nos anos 1990. Mas, vem ganhando mais importância nos últimos anos devido ao crescimento populacional e à elevada concentração de pessoas nos grandes centros urbanos.

Esses desafios exigem que as autoridades pensem em soluções criativas e inteligentes para reestruturar as cidades, a fim de oferecer qualidade de vida e evitar problemas sociais e econômicos.

O que torna uma cidade inteligente?

A maneira que a cidade consegue alinhar avanços tecnológicos com o progresso social e ambiental é o que a torna inteligente.

Esse tipo de cidade coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã.

As Smart Cities favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável, tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando a qualidade de vida dos habitantes.

De forma geral, as cidades inteligentes atendem à alguns fatores essenciais. Sendo eles:

  • Promoção de ações voltadas ao aumento da qualidade de vida dos cidadãos;
  • Envolvimento de todas as partes interessadas (stakeholders), sendo elas empresas, universidades, ONGs, sociedade civil etc.;
  • Construção com base em planejamento;
  • Otimização da utilização de recursos.
Infografico Cidades Inteligentes

Infográfico: smartcitylaguna.com.br

Como criar uma cidade inteligente?

Em relação a criação das cidades inteligentes, pode-se dizer que existem duas formas de criar essas cidades:

  • A primeira é investir em cidades planejadas, já incluindo previamente em seu planejamento tecnologias e ações sustentáveis.

 

  • A segunda é reavaliar os processos de cidades já existentes e identificar melhorias que podem ser feitas de acordo com as necessidades dos moradores e do local.

Quais são os impactos gerados pelas cidades inteligentes?

De acordo com o Relatório da McKinsey Global Institute, a adoção de medidas tecnológicas inteligentes poderia melhorar indicadores de diversas áreas. Como a redução de gases do efeito estufa e aumento dos empregos formais.

Como apresenta a figura abaixo: 

Gráfico Cidades Inteligentes

Adaptado de McKinsey Global Institute, 2018

O infográfico, em sentido horário, indica melhorias nas áreas de:

  • economia de tempo das pessoas 
  • segurança 
  • custo de vida 
  • empregos 
  • conexão social e participação cívica
  • qualidade do meio-ambiente saúde

Além das tecnologias, as cidades também podem ser responsáveis por promover um ambiente de comunidade, com pessoas compartilhando experiências e serviços. O que leva a um novo conceito de organização econômica: a economia colaborativa.

Cidades inteligentes no mundo

O ranking de cidades inteligentes da IESE Cities in Motion, classifica as cidades em nove dimensões, sendo elas:

  1. capital humano;
  2. coesão social;
  3. desenvolvimento econômico;
  4. meio ambiente;
  5. governança;
  6. planejamento urbano;
  7. alcance internacional;
  8. tecnologia e
  9. mobilidade e transporte.

 

De acordo com esse ranking publicado em outubro de 2020, o top 5 Smart Cities é composto por: Londres (Reino Unido), campeã pela segunda vez consecutiva, Nova York (Estados Unidos), Paris (França), Tóquio (Japão) e Reykjavik (Islândia).

#1 Londres

A capital da Inglaterra ocupou o 1° lugar do ranking pela sua performance em quase todos os quesitos analisados. Ocupou também o 1° lugar em capital humano, isso porque a cidade investe em um alto número de escolas de negócios e universidades de qualidade. 

A cidade não só se destaca pela educação, mas também pelos seus projetos voltados para a participação dos cidadãos, tornando esses uma parte ativa na construção da cidade. A cidade desenvolveu ruas com infraestrutura inteligente, que utilizam tecnologias que possibilitam wi-fi, iluminação, locais para carregar veículos elétricos e sensores de qualidade de ar. Também adotou iniciativas como taxar a circulação de veículos poluentes na região central e a transformação de uma das principais ruas da cidade, em uma rua exclusiva para pedestres.

Imagem Londres: Cidades Inteligentes

#2 Nova York

Nova York ocupa o 2° lugar devido sua liderança em economia, devido ao seu capital humano, tecnologia, planejamento urbano, alcance internacional e mobilidade urbana.

É o centro econômico mais importante do mundo e abriga cerca de 7.000 empresas de alta tecnologia, se destacando por seus serviços integrados de tecnologia, como o serviço gratuito de Wi-Fi Link NYC.

O uso da tecnologia vai desde as escolas com sensores para economia de luz, à gestão do trânsito, que utiliza sensores e câmeras capazes de fornecer estatísticas e modificar os padrões dos semáforos em uma ampla região, resultando em uma melhora de 10% nos tempos de viagem dos passageiros.

Imagem Nova York: Cidades Inteligentes

#3 Paris

Paris é uma cidade caracterizada por ser aberta à inovação e por oferecer a rede de dados aberta aos moradores. A cidade promove um transporte limpo através do uso de bicicletas e carros elétricos.

Recentemente a cidade está promovendo o projeto “cidade de 15 minutos”, que deseja que os habitantes possam ter acesso aos serviços relevantes para o cotidiano em 15 minutos caminhando ou de bicicleta.

Imagem Paris: Cidades Inteligentes

#4 Tóquio

Com cerca de 10 milhões de habitantes, a capital do Japão também é conhecida por ser a capital das novidades tecnológicas e futuristas.

E isso inclui o desenvolvimento de inovações e medidas eficientes para controlar a quantidade de energia utilizada em casas e edifícios comerciais, como o gerenciamento inteligente da quantidade de eletricidade utilizada nesses locais.

Imagem Tóquio: Cidades Inteligentes

#5 Reykjavik

Reykjavik é a cidade mais populosa da Islândia, onde 99% de sua produção de eletricidade e mais de 80% da produção de total de energia vêm da energia hidrelétrica e geotérmica, o que torna seus edifícios e construções naturalmente “verdes”.

Além disso, apresentou um documento com políticas climáticas objetivando se tornar uma cidade com emissão zero de carbono.

Imagem Reykjavik

Para conferir a posição de outras cidades acesse o mapa interativo. 

Cidades inteligentes no Brasil

No ranking da IESE Cities in Motion, as cidades inteligentes brasileiras ainda ocupam posições bem distantes dos primeiros colocados, estando São Paulo na 123ª posição, Rio de Janeiro na 132ª, Brasília na 135ª, Curitiba na 138ª e Belo Horizonte na 156ª.

Na lista das 174 principais Smart Cities do mundo, ocupamos 6 posições. Separamos aqui o top 5 das mais inteligentes do país:

#1 São Paulo

Imagem São Paulo

#2 Rio de Janeiro

Imagem Rio de Janeiro

#3 Brasília

Imagem Brasília

#4 Curitiba

Imagem Curitiba

#5 Belo Horizonte

Imagem Belo Horizonte

Carta Brasileira para cidades inteligentes

A Carta é um documento político organizado coletivamente. Ela expressa uma agenda pública brasileira sobre o tema da transformação digital nas cidades do país.

A finalidade central da Carta “é apoiar a promoção de padrões de desenvolvimento urbano sustentável”, para serem viabilizadas cidades brasileiras melhores para as pessoas.

Foi elaborada para:

  • Definir “cidades inteligentes” no contexto brasileiro;
  • Apresentar uma agenda pública articulada para “cidades inteligentes” no contexto brasileiro;
  • Disponibilizar uma estrutura para indexar iniciativas de “cidades inteligentes”;
  • Apoiar os municípios e demais agentes em suas ações locais para cidades inteligentes.

Para saber mais acesse a Carta clicando aqui.

Qual a diferença entre Cidades Inteligentes e Cidades Sustentáveis?

Cidades sustentáveis são aquelas que possuem ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida da sua população, pautadas na economia sustentável, vitalidade cultural e principalmente na responsabilidade ambiental.

Sendo assim, as cidades sustentáveis alinham seus padrões de vida, produção e consumo com base em uma combinação entre aspectos econômicos e socioambientais.

O conceito de cidades inteligentes e cidades sustentáveis se confundem pelo fato de as cidades sustentáveis tenderem a se tornarem inteligentes e as cidades inteligentes se atentarem à sustentabilidade.

Portanto, entender o peso das principais categorias que caracterizam cada tipo de cidade facilita a compreensão. Sendo eles:

  • Cidade inteligente: sustentabilidade social 52%, ambiental 20%, econômica 28%
  • Sustentabilidade urbana: social 47%, ambiental 43%, econômica 10%

Dessa maneira, pode-se perceber que as Smart Cities dão mais ênfase nos aspectos econômicos e sociais. Em contrapartida, os aspectos ambientais são pouco abordados. Além disso, aspectos como ambiente construído, água e gestão de resíduos e energia aparecem de forma mais abrangente nos sistemas de avaliação de sustentabilidade urbana.

Conclusão

As Smart Cities surgem como solução para enfrentar os desafios das cidades no presente e no futuro. Sejam eles as dificuldades de sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média, que é o caso das cidades dos países emergentes, ou aprimorar a infraestrutura urbana existente para permanecer competitivo, como no caso dos países desenvolvidos.

Portanto, as cidades inteligentes se tornam cada vez mais importantes. Uma vez que proporcionam a interação de pessoas e o uso de energia, materiais e serviços para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. 

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Lívia Amaral

Lívia Amaral

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